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Saiba Mais
-Escrito por Dr. Michael L. Brown
[Traduzido por Ruth Julieta]

Era um dia comum para mim. Eu corri da escola para casa (sexta-feira), desci do ônibus escolar, mudei de roupas, bebi um pouco de leite, e sai correndo pela porta. Eu estava com pressa para atravessar a rua e encontrar com meus amigos.

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Eu cresci em Huntington, Long Island, em um lar tipicamente judeu. Sendo um Cohen, meu pai seguia as regras rabínicas, e até foi Kosher por um tempo. Ainda assim, minha infância estava longe de ser normal. Do outro lado da Rua Woolsey, nas florestas, havia uma clareira onde eu havia anteriormente feito um buraco cercado de troncos sobre os quais podíamos nos sentar. Eu ia para lá esperava meus amigos chegarem.

Eu tinha vários amigos quando eu era mais jovem. Nós encontrávamos e conversávamos. Eles me conheciam, e eu os conhecia. O único problema era que meus amigos ... não tinham corpos de carne e sangue! Eles eram espíritos.

Já havia se passado um pouco mais de um ano desde que eles apareceram pela primeira vez como pequenas luzes brilhantes que assumiam uma “forma” até que eu finalmente pudesse reconhecê-los como “pessoas”. Eu podia chamá-los por seus nomes, falar com eles e eles comigo. Eles ficaram comigo por muitos anos. Quando eu era um médium em Nova Yorque, eles me contavam sobre as vidas de outras pessoas.

Eu freqüentemente me lembro de como eu acordava de manhã e saía do meu corpo através da minha garganta. Eu “voava” sobre o telhado dos apartamentos e descia até o estacionamento onde garotos estavam brincando. Depois de ver o que eles estavam fazendo e como estavam vestidos, eu voltava para dentro de meu corpo. Então eu saía da cama, me vestia e me unia a eles. Tudo estava sempre como eu havia visto.

Quando eu tinha doze anos de idade, eu tive um encontro sobrenatural que haveria de determinar o meu destino. Eram cerca de cinco da tarde de uma linda e quente tarde de junho. Quando eu saí pela porta da frente de nosso apartamento, e vi um homem em pé sobre uma colina distante de mim cerca de seis metros para minha esquerda. Ele estava olhando para mim. Ele tinha longos cabelos castanhos e olhos intensos. Ele estava usando uma longa túnica branca com suas mãos estendidas. Me lembro de ter visto buracos vermelhos em suas mãos. Eu instintivamente soube que era Jesus. Essa não era uma visão apenas, mais uma aparição real. Como eu vinha de uma família judaica, eu não sabia muito a respeito de Jesus e qualquer coisa que eu soubesse era negativo. Mas duas coisas poderosas aconteceram comigo naquele momento.

A primeira era que eu sentia um desejo tremendo de achar aquele homem de verdade ¾ não em uma religião, tradição ou prédio ¾ eu queria achar o Jesus verdadeiro.

A segunda coisa foi uma comunicação, ou um conhecimento interior da veracidade do reino dos milagres. Eu sabia que era possível para todas as pessoas que conheciam a Jesus penetrarem no mundo espiritual e receberem um milagre para suas vidas!

Esse foi o início da minha busca de 16 anos!
Isto é o que você tem procurado

Eu me formei no Segundo Grau da Escola Northport e fui para a Universidade de Miami, na Flórida, onde me especializei em contabilidade. Durante meu segundo ou terceiro ano de faculdade, me envolvi com astrologia, numerologia, fenômenos psíquicos, e um grupo chamado a Fundação Edgar Cayce. Edgar Cayce era um físico, um médium e um canal em contato com um espírito mau nos lugares celestiais e outros poderes das trevas que o colocavam em transe e falavam através dele.

Meu último ano foi a época em que muitos cubanos estavam se estabelecendo na Flórida. Eu me encontrava com os praticantes da “Santa Cubana” ou feitiçaria que me ensinavam sobre como “invocar” os espíritos a fim de conseguir meus “desejos”, e como assumir o controle. O que é controle ou feitiçaria? É simplesmente a sua vontade sendo feita. Quando você deseja que a sua vontade seja feita acima da vontade de Deus, ou acima da vontade de outra pessoa, você está assumindo o “controle”. Então você mobiliza seus “amigos” no mundo do espírito, espíritos demoníacos, para te ajudarem a tarefa ¾ feitiçaria.

Pouco tempo mais tarde, eu tive outra experiência sobrenatural. Eu formei com um diploma em contabilidade, e fui trabalhar para uma firma de contabilidade em Miami. Um dia, quando eu estava caminhando para o trabalho no centro da cidade, eu de repente vi arcos-íris em volta das cabeças e das partes superiores dos corpos das pessoas. Estes eram chamados de “auras”. Nessas auras eu via seus avós falecidos, parentes, amigos, onde trabalhavam, seus relacionamentos, e até mesmo seus nomes balançando como placares. Eu sabia que tinha penetrado num nível mais profundo de poder oculto e psíquico.

Mais tarde me mudei para Nova Yorque e fui trabalhar para uma das firmas “Big Eight” na Avenida Madison, me especializando em impostos estaduais e auditoria imobiliária.

Apenas algumas semanas depois de eu ter chegado, eu conheci Agatha, uma mulher russa que era uma psíquica famosa. Passei alguns anos depois disso fazendo sessões, meditações, práticas mediúnicas e pinturas e curas psíquicas. Me tornei o contador para a A.R.E., a Fundação Edgar Cayce, e fiz muita astrologia, numerologia, Kabbala e leituras psíquicas. Então, após me encontrar com a Organização Rudolf Steiner, fui à Guertianam, em Dornoch, Suíça, para um programa de verão sobre Antroposofia, o estudo de ciências psíquicas.

Mas minha vida estava para mudar em breve novamente. Após o programa de verão, retornei ao trabalho em Nova Yorque. Num dia de outono, eu estava saindo do metrô na Rua 86 e Central Park West, quando meus olhos foram atraídos para um homem usando roupas indianas, sentando num banco de outro lado da rua. Seu longo cabelo estava preso em um coque no topo de sua cabeça e sua barba castanha estava sobre suas palmas abertas em seu colo. Uma paz parecia cercá-lo enquanto mais ou menos 40 pessoas de aparência estranha sentadas sobre cobertores e tapetes a sua volta, tocando música, cantando e comendo, no meio do movimento e do barulho da cidade de Nova Yorque.

Eu fui até eles e fiquei parado atrás do grupo para observar. Então Baba Gill, ou “Freedom” (liberdade), como ele foi mais tarde chamado, olhou para mim e começou a falar em linguagem de sinais (eu fiquei sabendo que ele era silencioso e não falava com sua voz). Ele disse: “Bem vindo ao lar, isto é o que você tem procurado!”

Satya Sai Baba

Aquela foi a minha introdução à yoga, ao hinduísmo, à teologia oriental a um homem chamado Satya Sai Baba.

Até o dia de hoje existe um homem no sudeste da Índia chamado Satya Sai Baba. Satya significa “verdade”, Sai significa “mãe” e Baba significa “pai”. Seu nome significa: a Mãe, o Pai de toda a Verdade. Sai Baba não clama ser Jesus, mas aquele que enviou Jesus à terra. Ele clama ser o próprio Deus! Milhões de seguidores hindus e milhares de americanos, canadenses, europeus a asiáticos o adoram como Deus.

Sai Baba é conhecido como o homem de milagres. Ele move sua mão no ar e manifesta montes de vibuti ou cinza “santa”, que os hindus põem sobre suas testas para puja, ou adoração. Homens de negócios, morrendo de câncer, recebem cura milagrosa através de seus poderes demoníacos. Eu comi castanhas de caju que simplesmente se materializaram em sua mão. Ele alimentou quarenta mil pessoas durante o Festival de Shivarathri com dois baldes de comida ¾ arroz em um, curry (molho) no outro. Carros sem gasolina continuavam a rodar por horas. Fotografias e jóias se materializaram do ar transparente. Eu mais tarde percebi que estas eram todas falsificações dos dons do Espírito Santo.

Possuído por um espírito

Eu ainda estava na cidade de Nova Yorque, trabalhando em tempo integral para uma firma de contabilidade durante o dia, e fazendo meditação, yoga e leituras psíquicas à noite. Então uma noite, às três horas da manhã, alguma coisa me acordou de repente. Havia um homem com uma túnica vermelha e lenço preto parado aos pés de minha cama. Eu sabia que era Sai Baba. Essa também não era uma visão, mas uma aparição real, como sabia-se que ele fazia. Ele apontou seu dedo para mim e disse: “É hora de você vir para a Índia e se tornar meu discípulo.” Aí ele desapareceu.

Obediente, eu vendi meu piano para comprar uma passagem aérea, meu estéreo para ter dinheiro para gastos, deixei meu emprego de contabilidade, e tirei minha peruca de cabelo curto de homem de negócios pela última vez. Voei para o Sudeste da Índia e passei meus primeiros seis meses principalmente perto de Sai Baba. Eu viva para suas aparições diárias (conhecidas como darshan) que ele fazia de manhã e a tarde para as multidões de seus devotos. Ele viajava entre sua casa de inverno em Puttaparthi e casa de verão em Whitefield, sul de Bangalore.

Por que as pessoas vão a tais extremos a fim de verem e estarem perto desses Avatares (encarnações divinas de seres superiores) ou gurus ( dissipadores das trevas)? Eles crêem que simplesmente estar em sua darshan (presença), ou ser tocado por um, remove o pecado e quebra o ciclo de infinitos nascimentos melhor conhecido como reencarnação.

Foi na Índia que eu comecei a ser enchido com um espírito chamado “Shakti”. Somente anos mais tarde é que eu vim a entender que esse era um espírito demoníaco. Eu visitei outros altos gurus com poderes ocultos, fui ordenado como Swami, e recebi o nome “Swami Devatata”, significado”. Os devotos de Freedom, conhecidos como “a família”, me chamavam de “Abençoe”.

Depois de seis meses, eu fui para o Nepal. Caminhei 147 milhas dos Himalaias, até a fronteira tibetana com apenas uma túnica, um cobertor e poucos utensílios.

Três meses mais tarde, eu fui para Patna, na Índia, então para Delhi. Eventualmente, voei de volta à Paris. Na França adoeci com hepatite severa e com dificuldades cheguei à Amsterdã par passar três semanas em recuperação. No início do outono eu estava à Nova Yorque. Depois de visitar meus pais em Long Island, eu fui para o norte do estado para um Yoga Ashram (monastério) para “perceber deus! Eu queria conhecer o deus dentro de mim, me tornar um com ele, e daí conhecer a mim mesmo como deus.

Eu passei um ano e meio lá, enfrentando o inverno gelado em uma cassa em forma de tenda, vivendo com a família de Deus Yea, o grupo, agora maior, que veio da cidade de Nova Yorque. Uma grande porcentagem de nós vinha de lares judeus, muitos eram profissionais e bacharéis, e muitos eram de famílias com problemas.

Eu tive várias experiências traumáticas ali, meditando por horas, entrando em Samadhi (transes de Yoga), e ficando possuído pelo espírito Shakti.

Sakti me levou para o sul, em Long Island e a cidade de Nova Yorque, e então para a Nova Inglaterra, onde transmiti este espírito demoníaco a outros e ensinei as grandes verdades espirituais que eu havia aprendido. Estas incluíam instruções tão “profundas” como: “Seja livre, seja feliz”; “afaste-se da dor”; “submeta-se a tudo; “não resista a nada”; “você não gosta de seu emprego? Deixe-o!; “Deus é tudo e está em todo lugar” e “o amor é o caminho para Deus.”

Eu também ensinava: “Os Conceitos de certo ou errado, alto ou baixo, bom ou mau, Cristo ou o diabo não existem de verdade exceto como ilusão (maya) em nossas mentes. Nós podemos transcender a dualidade do físico e do espiritual através da meditação transcendental até que “tudo seja um”.

Eles beijavam meus pés

Pessoas começaram a se reunir a minha volta e depois de um ano nós todos partimos para uma travessia pelo país em carros e furgões. Mais tarde adquirimos um velho ônibus mobiliado, a maneira Hippie. Saindo de Long Island, primeiro paramos em Hockessin, Delaware; dali fomos para o Tennessee; San Antonio no Texas: México, Tuscon no Arizona e finalmente para Baja no México. Em cada parada, eu me sentava em um banco em um parque, usando minhas túnicas.

Pessoas que estavam buscando vinham mesmo! E os repórteres vinham para escrever sobre a Família do Amor que havia vindo para abençoar sua cidade.

Quando tínhamos fome, as pessoas nos traziam comida ou cozinhávamos no ônibus. Como éramos vegetarianos rígidos, não comíamos nenhuma carne, peixe ou produto animal. Nunca tínhamos o problema de estarmos acima do peso. Quando eu saí da Índia eu pesava cerca de 53 Quilos. Algumas das “altas” experiências espirituais que alguns de nós tínhamos, eram mais provavelmente causadas por severa má nutrição.

Depois de sair do México, viajamos através do Sudeste da Califórnia, parando em San Diego, Los Angeles, San Juan Capistrano, Santa Cruz, San Francisco, e finalmente Berkeley. Acabamos na Universidade da Califórnia no campus de Berkeley.

Quando saí do ônibus, eu entrei no Sproul Plaza, o local de reunião para estudantes, protestantes, dissidentes e todo tipo de gente esquisita, e sentei em um banco lá por 35 dias.

As pessoas vinham de todos os lugares. Elas beijavam meus pés, às vezes caindo no chão com o poder espiritual.

Você está mentindo

Eu me lembro claramente da manhã do 31° dia, mais ou menos às 11 horas, um homem jovem com cabelos loiros curtos, usando uma camisa branca de mangas curtas, atravessou a multidão de pessoas sentadas na área do Plaza em frente ao banco e se aproximou de mim. Ele olhou bem para mim e perguntou: “Você tem Jesus em seu coração?”

Sendo na maior parte do tempo silencioso, eu respondi com linguagem de sinais que uma jovem interpretava para mim: “É claro que tenho Jesus em meu coração; e tenho Ram em meu coração, e Krishna, e você em meu coração também.” (Eu tinha um coração bem grande naquela época!).

Então o homem perguntou; “Você tem o Espírito Santo?”

Eu tinha tanta energia em meu corpo resultante da meditação que quando eu levantei minha mão, raios de luz azul de cerca de um metro saíram das pontas de meus dedos. Com isto como prova, eu respondi: “É claro que tenho o Espírito Santo.”

Ele então apontou seu dedo para mim e disse: “Você está mentindo. Jesus não está em seu coração e você não tem o Espírito Santo. Posso ver isto em seus olhos.”

Ele se voltou, foi embora e pareceu desaparecer no meio da multidão.

Teste o espírito dentro de você

Quatro dias mais tarde, dirigimos nossa caravana através do país para o norte do estado de Nova Yorque. Estávamos indo para uma festa de aniversário para Freedom (liberdade), o homem que se sentava no banco em Nova Yorque muitos anos antes.

Quando chegamos à “terra”(assim era chamada a comunidade de yoga), Freedom saiu para vir nos encontrar. Ele estava falando de novo, após muitos anos de silêncio. Ele nos pediu para unirmo-nos a ele no “Ten”, o salão de reuniões, onde ele tinha uma estória incrível para nos contar.

Conforme me lembro, Gill (o nome verdadeiro de Freedom), nos contou como ele era possuído por um espírito demoníaco de Sai Baba, que fazia com ele que mutilasse seu corpo, ferisse a outros, entrasse em dias de trevas e opressão e daí saísse para manifestação do deus Shiva.

Ele disse que duas coisas haviam acontecido que mudaram sua maneira de pensar. Primeiro, ele havia pego Satya Sai Baba, o “Mãe, Pai de toda verdade” em uma mentira.

Era uma mentira grave a respeito de um visto do governo.

Se o nome de Deus é “Verdade”, pensou Gill, como é que ele pode mentir? Onde pode, uma mentira ser encontrada nele?

O Segundo incidente ocorreu como resultado do fato de que neste yoga Ashram não havia eletricidade, encanamento, telefone, ou nada ligando-o com o mundo exterior exceto um botijão de gás usado para aquecer água para uma banheira.

Um dia um homem batista foi da cidade até a “terra”, para trocar este botijão de gás e deixou um folheto na porta de Gill. Gill nos disse que ele estava saindo de sua casa de yoga com seus olhos fechados (sendo “guiado pelo espírito”), quando ele tropeçou no degrau e caiu com nariz sobre o folheto. Gill tomou o fato como sendo um sinal de Deus de que ele deveria lê-lo. Ele o pegou, o levou para dentro e o leu. O folheto citava a Bíblia em I João 4:
Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus, porque já muitos falsos profetas têm surgido no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, mas todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus. Este é o espírito do Anticristo do qual já ouvistes que há de vir, e agora já está no mundo.

Gill leu o folheto diversas vezes. Dentro de uns poucos meses sua voz começou a retornar e ele recebeu libertação dos maus espíritos usando o nome de Jesus.

Ele me desafiou a testar os espíritos dentro de mim, como ele havia feito. Eu me recolhi em um yurti (uma pequena cabana), sentei-me no chão, cruzei minhas pernas, e abri minha boca. Como judeu, eu nunca havia estado em uma igreja, mas da minha boca saiu: “Shakti, você confessa Jesus como Senhor? Shakti, você confessa Jesus como Senhor?”

Comecei a sentir algo como uma bola de ping pong subindo e descendo nas minhas costas, que eu sabia ser este espírito kundalini de yoga.

Então passou pela minha mente pedir a Jesus para entrar em meu coração. Eu tinha certeza de que Ele já estava lá porque todo resto do mundo estava. Mas eu disse: “Jesus, entre em meu coração. Se você é o único verdadeiro Deus, então eu quero Você.”

Então eu ordenei: “Shakti, você confessa Jesus como Senhor? Se não, eu te repreendo em nome de Jesus.”

Dentro de duas horas, tudo do espírito Shakti e da energia de yoga saíram do meu corpo através dos meus pés e foram para dentro do chão. Quando fiquei em pé, percebi que eu havia mudado dramaticamente. Eu era Ronald Chen que eu havia sido muitos anos antes.

Pensamentos começaram a entrar em minha mente. Como praticante de yoga, se eu sentasse imóvel por apenas alguns minutos, minha mente tornava-se completamente vazia. Vazia. Nenhum pensamento.

As emoções também voltaram. Apenas algumas horas antes disso eu tinha muito pouco sentimento ou emoção. Eu tinha sido literalmente uma concha vazia através da qual um espírito demoníaco operava.

Quando saí daquela cabana, notei que todas as auras, todos os poderes da yoga haviam saído no momento em que o espírito demoníaco saíra.

Compartilhei o que havia acontecido comigo com outros e descobri que muitos tinham tido a mesma experiência. Três dias mais tarde, sentimos que deveríamos deixar a comunidade devido as muitas imagens de deuses hindus, a queima de incenso, estátuas e aos livros de ocultismo.

Precisamos de ajuda

Nós viajamos para um parque em Huntington, Long Island, onde eu tive esta ‘brilhante” idéia: “Vamos para Virgínia Beach, para a Fundação Edgar Cayce, já que ele escreveu muitos livros sobre a consciência de Cristo, as sete igrejas espirituais do Apocalipse como sendo chakras (centros de energia espiritual) indianos, e muito mais!” Eu ainda não tinha percebido que Edgar Cayce era médium em contato com espíritos demoníacos.

Chegamos em Virgínia Beach numa quinta de manhã, e eu ainda não entendo o que aconteceu depois disso. O edifício Edgar Cayce está localizado bem na principal auto-estrada de frente para o oceano em Virgínia Beach. Nós dirigimos para cima e para baixo nessa auto-estrada, mas não pudemos encontrá-lo. De algum modo, acabamos chegando no estacionamento do Clube 700 , uma rede de televisão a várias milhas de distância.

Eu não sabia o que essa organização era, mas alguns haviam ouvido falar dela, então todos entramos. Eu estava usando minha túnica branca, as mulheres usavam seus saris indianos, e os homens usavam pijamas indianos.
vs pessoas do Clube 700 falaram conosco, oraram conosco e nos mandaram para uma reunião na Igreja Rocha de Jhon Giminez.

Naquela tarde eu quebrei anos de vegetarianismo com um sanduíche de peixe no Mc Donald’s. Estávamos levando o Senhor a sério!

Foi um culto lindo naquela noite. Mais de mil pessoas estavam ali adorando o Senhor, falando em línguas sobrenaturais dadas por Deus, e orando por cura. Diante do apelo, a maioria de nós foi à frente para receber oração. Pastor Giminez deu-nos uma olhada e disse que precisávamos ser batizados com água imediatamente. Isso nos pareceu uma boa idéia, então os homens foram para um lado, as mulheres para o outro, e eles nos instruíram sobre o batismo com água.

Eles nos deram túnicas azuis para usarmos durante o batismo. Eu me senti logo em casa. Eu simplesmente tirei minha túnica branca e vesti a azul. Eu achava que eles apenas trocavam as cores no Cristianismo.

A congregação inteira ficou para ver isto. Eu era o último na fila, com cerca de 24 outros antes de mim. Um de cada vez, eles eram imersos e saiam cantando e falando em suas linguagens espirituais celestiais (línguas), com suas mãos erguidas para os céus.

Finalmente, minha vez chegou. Os anciãos me perguntaram se eu gostaria de ser enchido com o Espírito. Eu respondi:” Sim. Então eles me abaixaram às águas. Quando eu saí, algo veio do alto através do topo de minha cabeça e varreu meu corpo inteiro. Eu sabia que era o Espírito Santo. Minhas mãos se ergueram e eu imediatamente comecei a cantar em uma outra língua que eu jamais havia aprendido antes. A experiência de imersão em água foi tão poderosa que eu literalmente comecei a subir (voar) par afora da água. Os anciãos tiveram de agarrar os meus ombros para me manterem no chão.

Agora, você se lembra da onde foi o espírito demoníaco? Para dentro da terra. O Espírito Santo vem de cima.
caminhei para o palco, onde os outros estavam falando em línguas, cantando e orando. Consegui chegar até o piano e me encostei nele, falando nessa nova língua. Quando comecei a olhar em volta, fiquei surpreso em ver o Espírito Santo nos olhos das pessoas em todo o auditório. Olhei da direita para a esquerda para as muitas pessoas, depois voltei o olhar para o outro lado e vi dois do nosso grupo de ônibus que não queriam nada com esse “papo de Jesus”. (Uma senhora judia partiu uma semana mais tarde e voltou para a Índia). Em seus olhos, eu notei um outro espírito - um espírito escuro. Na sala havia umas pessoas que não tinham o Espírito Santo em seus olhos.

Eu então me lembrei daquele homem em Berkeley, Califórnia, que três semanas antes, havia apontando seu dedo para mim e declarado: “Você está mentindo. Jesus não está em seu coração e você não tem o Espírito Santo. Eu posso ver isso em seus olhos.”

Desde aquela noite em julho de 1976, minha vida no Senhor tem sido uma caminhada rumo à integridade e cura do dano feito durante meus anos no ocultismo, começando na infância.

Eu compreendi, até muitos anos mais tarde, o quando eu estava confuso. Eu estava fugindo, tentando escapar das feridas do passado.

Freqüentemente me perguntam sobre como podemos saber a diferença entre uma cura e milagre verdadeiro (de Deus) e uma falsificação.

A coisa verdadeira

Eu tenho testemunho os seguintes sinais de uma cura demoníaca:

  1. A atmosfera que envolve o milagre é pesada, solene, até apavorante. Freqüentemente, curas demoníacas ocorrem em um cenário escuro, como numa seção espírita.
  2. A glória da cura vai para as pessoas que faz o milagre e não para Deus ou Jesus. A uma exaltação da pessoa, como se ela fosse um deus. Isso é tão diferente de um crente no Messias, usando o nome de Jesus e dando a Ele toda a glória pelo milagre!
  3. Há um jugo incrível que vem sobre aqueles envolvidos com milagres demoníacos. Eles podem ser curados no corpo, mas se tornam doentes e presos em suas almas. Conheço pessoas que tem medo de sair da Índia ou da presença do guru por medo que a doença volte.
  4. O envolvimento com o ocultismo de qualquer forma expõe a pessoa a tormento mental, constante depressão e doença, doença mental e pobreza. Se não for quebrado, este tormento pode ser passado para gerações futuras. Eu pessoalmente creio que tantas pessoas estão opressas mentalmente, e doentes e ansiosas porque seus pais ou avós foram envolvidas com o ocultismo (veja Deuteronômio 5:9

No Talmud, há três milagres, conhecidos como “milagres messiânicos”, que somente o Messias e Seus verdadeiros seguidores poderão realizar. Em todos os meus anos no ocultismo e na Nova Era, eu nunca soube desses milagres serem realizados por falsificação demoníaca.

O primeiro é a cura de um leproso. Com todos os leprosos que ainda vivem nas vilas da Índia, no meu conhecimento, nem mesmo um jamais foi curado pelos gurus, shamans ou ocultistas.

O segundo é a cura de uma pessoa nascida cega, não apenas alguém que se tornou cega mais tarde através de doença ou um acidente. Esta é a razão porque nos Evangelhos fariseus fizeram tanto escândalo quando Jesus curou o menino que era cego de nascença. Reconhecer estes milagre seria admitir que Jesus era o Messias!

O terceiro milagre messiânico é expulsar o espírito de surdez e mudez de uma pessoa, curando-a. Os fariseus ministravam libertação, mas eles tinham que perguntar ao demônio qual o seu nome. Ora, uma pessoa surda-muda não podia falar para identificar o espírito!

Estes três milagres foram realizados nas Escrituras pelo Messias Jesus e estão ocorrendo hoje através de Seus seguidores.

Através de meu ministério em nome de Jesus, eu pessoalmente vi milagres de cura incluindo tumores encolhendo e desaparecendo, pessoas sem tímpanos recuperando sua audição, e curas de: danos nos nervos e nos ouvidos (doença de Boyles); canceres; artrites; doenças nas articulações, nervos rompidos nas costas, pés e pernas; vértebras e discos deteriorados; doenças paralizantes; deformidades; verrugas crônicas, lúpus e doenças mentais.

De um estado de passividade, desperdício e busca, Deus restaurou tudo. Eu sou livre para amar, para expressar minhas emoções, e para cumprir meu destino.

Comentário de Sid Roth

Eu, como Ron e milhares de judeus, vagueamos no labirinto da Nova era (ocultismo). Um dia um crente na Bíblia disse: “Sabe Sid, Deus condena o seu envolvimento como ocultismo. “Ele me mostrou na Torá, Deuteronômio 18:10-12:

Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, (sacrifício infantil), nem adivinhador (previsão do futuro), nem prognosticador (astrologia), nem agoureiro (feitiçaria ou agouros), nem feiticeiro (hipnose, feitiço), nem encantador(lança encantamento mágico), nem necromante (mediunidade ou uso de jogos de ouiga, etc), nem mágico espiritismo, meditação transcendental, controle da Mente Silva, Edgar Cayce), nem quem consulte os mortos. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas...

Algumas pessoas no ocultismo crêem que foram reencarnadas (morreram e retornaram como uma outra pessoa ou ser). Algumas testificaram, sob hipnose, a respeito de experiências em outras vidas e em países que jamais visitaram. Como é isso possível? A Bíblia diz que morremos uma só vez e depois vem o julgamento. Isto acaba com qualquer possibilidade de reencarnação. Portanto, pessoas que falam de vidas passadas que falam de vidas passadas estão sendo canais para espíritos familiares. Estes espíritos familiares têm estado por aí por milhares de anos.

Minha irmã, uma sensata e estável professora de escola primária, também havia violado Deuteronômio 18 e abriu-se para influência demoníaca. Anos mais tarde, ela foi à uma reunião de liberação. Quando o líder da reunião orava para que demônios se manifestassem a fim de serem expulsos, ela ouviu algumas tosses e gritos por toda a sala. Os gritos ficaram mais altos. Eles não pareciam ser humanos. Minha irmã não havia ido lá para participar, apenas para observar. Em suas próprias palavras:

Eu estava assustada e queria sair. Me voltei para o meu marido (um judeu contador) para dizer-lhe que eu queria ir embora, mas eu não conseguia produzir ma só palavra audível. Minhas unhas estavam se enterrando em minhas palmas. Eu não sabia do que ele estava falando. Será que ele não via que eu estava paralisada? Como eu não respondi, ele se afastou. Depois disso, veio uma senhora que disse a mesma coisa: “Diga o nome de seu destino”. Eu vi então as palavras saindo de minha boca: “Demônio de medo.” Ela ordenou ao demônio que saísse. Meus punhos imediatamente se abriram e eu consegui falar. Eu sabia que o mundo dos espíritos era real. Naquela noite eu fui liberta de um medo de pessoas que havia me atormentado por toda a minha vida. Eu estava livre.

Minha irmã, seu marido, e seus três filhos são agora judeus messiânicos. Fico feliz que nem todos tenham que experimentar e realidade das trevas e do mundo invisível a fim de encontrarem o Senhor. O diabo é real. Os demônios são reais. E a única defesa é o Messias judeu.

 

Condensado do capítulo 6 do livro
Eles Pensaram Por Si Mesmos
Por Sid Roth, Usado com permissão