Yom Kippur

24/03/2019
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“E falou o SENHOR a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Arão, que morreram quando se chegaram diante do SENHOR. Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto. Vestirá ele a túnica santa de linho, e terá ceroulas de linho sobre a sua carne, e cingir-se-á com um cinto de linho, e se cobrirá com uma mitra de linho; estas são vestes santas; por isso banhará a sua carne na água, e as vestirá. E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro para holocausto. Depois Arão oferecerá o novilho da expiação, que será para ele; e fará expiação por si e pela sua casa. Também tomará ambos os bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da congregação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo Senhor, e a outra pelo bode emissário. Então Arão fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá para expiação do pecado. Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário. E Arão fará chegar o novilho da expiação, que será por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e degolará o novilho da sua expiação. Tomará também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do Senhor, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído, e o levará para dentro do véu. E porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra. E tomará do sangue do novilho, e com o seu dedo espargirá sobre a face do propiciatório, para o lado oriental; e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo. Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório. Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias. E nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer expiação no santuário, até que ele saia, depois de feita expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel. Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor. E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará. Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar, então fará chegar o bode vivo. E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto. Depois Arão virá à tenda da congregação, e despirá as vestes de linho, que havia vestido quando entrara no santuário, e ali as deixará. E banhará a sua carne em água no lugar santo, e vestirá as suas vestes; então sairá e preparará o seu holocausto, e o holocausto do povo, e fará expiação por si e pelo povo. Também queimará a gordura da expiação do pecado sobre o altar. E aquele que tiver levado o bode emissário lavará as suas vestes, e banhará a sua carne em água; e depois entrará no arraial. Mas o novilho da expiação, e o bode da expiação do pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as suas peles, a sua carne, e o seu esterco queimarão com fogo. E aquele que os queimar lavará as suas vestes, e banhará a sua carne em água; e depois entrará no arraial. E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o Senhor. É um sábado de descanso para vós, e afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo. E o sacerdote, que for ungido, e que for sagrado, para administrar o sacerdócio, no lugar de seu pai, fará a expiação, havendo vestido as vestes de linho, as vestes santas; Assim fará expiação pelo santo santuário; também fará expiação pela tenda da congregação e pelo altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. E isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pecados, uma vez no ano. E fez Arão como o Senhor ordenara a Moisés. Levítico 16:1-34
“Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor. E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus. Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo. Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo. Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações. Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.” Levítico 23:27-32
A intenção deste meu comentário é fugir à visão tradicional sobre o significado do Dia da Expiação. Pretendo me ater somente ao texto bíblico, não levando em consideração o que foi acrescido pelos rabinos não messiânicos no decorrer dos séculos. Primeiro vamos nos ater ao significado do nome Yom Kipur, que significa literalmente Dia da Expiação, e não Dia do Perdão como é comumente chamado. No dicionário encontramos esta explicação:
Expiação: no Antigo Testamento, uma classe de contrições que consistia em sacrifícios compensatórios e cuja finalidade era a de reparar os pecados para promover a comunhão com Deus.
Então, é mais do que simplesmente perdão, é um dia de atividade de reconciliação que vem do Criador para nós. Se prestarmos a atenção, a expiação não se restringia apenas a este dia em especial, mas deveria ser procurada em qualquer dia do ano, conforme toda a instrução dada pelo Eterno através de Moshé. Então o que teria de especial neste dia? Pelo texto de Levítico 16:1-34, neste dia o sacerdote teria uma atividade realmente distinta dos outros dias, ele iria oferecer um sacrifício anual pelo povo de Israel como um todo, e não como expiação individual.
  • Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo...
  • Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias...
  • E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará....... E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto....
  • E isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pecados, uma vez no ano....
Concluímos pelo texto que, com exceção do sacrifício pelo próprio sacerdote, a principal atividade sacerdotal é pelo povo de Israel como um todo. É certo que o povo é conclamado para o reconhecimento sobre a importância do dia através do jejum e humilhação, mas o significado do serviço do dia era diferente do reconhecimento dos pecados individuais.
Neste dia a ordenança é explícita; “E no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis.” Números 29:7... Todos deveriam participar, sem exceção, desta convocação, pois isto denotava a importância coletiva do evento.
Notamos também a presença de sacrifícios de animais que eram parte integrante de todo o cerimonial, serviço que, obviamente, só poderia ser realizado no templo sobre o altar e pelo sacerdote. Levando em conta estes aspectos, devemos analisar a relevância desta celebração nos dias de hoje, principalmente sobre a ótica messiânica. Obviamente todos os messiânicos valorizam o dia de Yom Kipur, mas alguns se atém à visão tradicional do evento, sem lembrar que a opinião dos chamados “sábios” da antiguidade, que estabeleceram os atuais procedimentos e definiram os significados que são aceitos pela comunidade judaica atual, são os ortodoxos que impuseram as suas opiniões (seja pelo Talmude ou simplesmente pela tradição) e que não são, de forma alguma, inspiradas pelo Ruach (o Espírito de D’us). Pela tradição, ainda que não seja explicitamente ensinado assim por todos os rabinos, muitos judeus veem esse dia como o dia de acertar as coisas com HaShem, mas no resto do ano não existe uma preocupação maior com esse tema. As mensagens rabínicas que tenho lido enfatizam bastante o aspecto do acerto pessoal que cada judeu deve fazer, incluindo a kapará, que é o sacrifício de um galo ou galinha em casa. Sabemos que estas coisas não são mais válidas após a morte de Yeshua, e como os judeus tradicional não tem como continuar as atividades koanim (sacerdotais) eles ficaram sem opção para a expiação. Como messiânicos, sabemos que apenas o único sacrifício de Yeshua o Mashiach é suficiente para toda a expiação que qualquer pessoa pode precisar, sendo assim o tema de Yom Kipur não deve se ater à expiação individual, mas devemos lembrar da grande necessidade de perdão que o povo de Israel tem, e eu entendo que é uma grande oportunidade para enfatizar um forte clamor para que o D’us de Avraham, Ytschak e Yakov toque profundamente no coração da nação hebreia e que eles se abram para reconhecer a necessidade de crer que Yeshua é sim o seu Messias aguardado tão intensamente. Eu costumo enfatizar com a congregação que nestes dias devemos interceder prioritariamente pela salvação do povo de Israel durante os três serviços que realizamos. Podemos confessar os pecados do povo de Israel, como a desobediência à mensagem de Yeshua, o misticismo da kabalá, a perseguição aos messiânicos em Israel e coisas semelhantes que você saiba, pois isso é uma ordem do Eterno que seja feito de forma constante. “isto vos será por estatuto perpétuo”
Como disse o shaliach Shaul; “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação.” Romanos 10:1

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