Sucot Significado e Celebração

24/03/2019
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Qual o Significado da Festa de Sucot e Como é Celebrada?
VISÃO TRADICIONAL
Sucot significa "cabanas". Durante 40 anos vagando pelo deserto, nós vivemos em Sucot. Nós somos ordenados (confira em Vaikra [Levítico] 22:33-44) neste feriado a fazer da Sucá nossa residência principal: comer, dormir, estudar Torá e passar nosso tempo nela. Se for muito incômodo ficar na Sucá -- por motivo de chuva ou coisas do gênero -- então a pessoa esta liberada da obrigação de habitar a Sucá. Dependendo das condições climáticas, tentamos, no mínimo, comer na Sucá. Também somos ordenados a agitar os Arbaat Haminim, as 4 Espécies, que têm muitos significados místicos, entre eles: que o Todo-Poderoso controla todo o mundo, os ventos, as forças naturais e tudo o mais; e que todos os Judeus estão interligados como um único Povo, sejam eles pecadores ou santos, sábios ou ignorantes.
A mitsvá de habitarmos a Sucá nos ensina a confiarmos em D'us. Todos nós temos a tendência a pensar que nossas posses, nosso dinheiro, nossos lares ou nossa inteligência nos protegerão. Na Sucá estamos expostos à natureza, numa cabana temporária. Viver numa Sucá coloca a vida em sua verdadeira perspectiva. Nossa história tem provado isto. Nossa fé precisa ser somente em D'us.
Sucot é chamada de Zeman Simchateinu, a época de nossa alegria. Alegria é diferente de felicidade. Felicidade é estarmos satisfeitos com o que temos. Alegria é o prazer de anteciparmos um bem futuro. Se confiarmos em D'us e acreditarmos que tudo o que Ele faz é para o nosso bem, conheceremos então grandes alegrias em nossas vidas!
Sucot é um dos Shalosh Regalim, os 3 Festivais (os outros dois são Pessach e Shavuot), quando a Tora ordena a todos os que moram em Israel a deixar seus lares e virem a Jerusalém, celebrar a festividade no Templo Sagrado. Nos últimos 2.000 anos, desde a destruição do Templo Sagrado, estivemos incapacitados de cumprir esta mitsva.
O Significado dos Arbaat Haminm
Uma das mitsvót (mandamentos) especiais de Sucot são os Arbaat Haminim, as Quatro Espécies (etrog, lulav, hadass e aravá), bem como agitá-las para os 4 pontos cardeais, para cima e para baixo. Um dos significados destes movimentos é que D'us está em todo lugar. Entretanto, por que justo estas 4 espécies foram designadas para esta mitsvá ?
Os rabinos ensinam, pelo seu entendimento, que estas 4 espécies simbolizam 4 tipos de Judeus: o etrog tem fragrância e gosto, representando aqueles Judeus que estudam Tora e praticam boas ações. O lulav (ramo de palmeira) tem sabor, mas não tem cheiro, representando aqueles Judeus que estudam Tora, mas não fazem bons atos. O hadass (ramos de mirta) tem cheiro, mas não têm sabor, simbolizando aqueles Judeus que fazem boas ações, mas não estudam Tora. Finalmente, as aravot (ramos de salgueiro) não têm nem sabor nem cheiro, representando os Judeus que não estudam Tora nem praticam boas ações.
Que fazemos em Sucot? Unimos estas 4 espécies, ou seja, unimos e reconhecemos cada Judeu como parte integral e importante do Povo Judeu. Se apenas um estiver faltando, a mitsvá estará incompleta. Nosso Povo é um. Precisamos fazer tudo que pudermos para unir o Povo Judeu e para fortalecer o futuro Judaico.
VISÃO MESSIÂNICA
Para nós que cremos em Yeshua como nosso Messias, filho de D'us, é uma Festa muitíssimo importante porque ela fala do próprio Messias tabernaculando em nosso coração. Nos alegramos porque Yeshua mora em nós e somos um com Ele, além de sermos co-herdeiros das promessas de Abraão (Gal 3:29). Ele nos tirou do império das trevas (Egito), nos resgatando, nos salvando. Em Yeshua os judeus messiânicos são reenxertados e os gentios enxertados na oliveira. Ou seja, judeus e gentios sendo um só em Yeshua, a família de D'us. (Ef 2:11-20)
O mais importante da festa é que ela nos chama atenção para o milênio, para o Reino de Yeshua, quando reinaremos com Ele sobre as nações. Por isso, esta festa nos chama atenção para a volta de Yeshua. A grande verdade e esperança é que o Messias está voltando e temos que estar preparados para o encontro com Ele. Ele virá nos buscar a qualquer momento e por isso temos que levar uma vida de santidade, refletindo a imagem e a glória de Yeshua, toda a sua perfeição, toda a sua beleza, não apresentando nenhum defeito em nosso caráter, em nossa vida ( Rm 8:29 e Ef 5:26-27).
A cada ano que celebramos esta festa de Tabernáculos avaliamos nossa vida e trazemos a D'us o fruto do Espírito que espelha o caráter de D'us (amor, paz, alegrai, bondade, benignidade, mansidão, paciência, fidelidade e domínio próprio – Gl 5 :22). Afinal, é a festa da colheita e D'us quer de nós uma abundante colheita em termos espirituais.
O QUE É A SUCÁ?
A Sucá é uma cabana, uma tenda, na qual por sete dias vamos morar nela. Ela nos lembra uma estrutura temporária, frágil, vulnerável ao vento, à chuva, ao sol, ao frio e ao calor. Ela simboliza nosso corpo, nossa vida. Nosso corpo é o tabernáculo do Espírito de D'us. Nestes sete dias comemos e dormimos na Sucá para lembrar-nos da nossa dependência de D'us, o qual nos sustenta em tudo. Aproveitamos também este tempo para agradecer a D'us por ter nos dado tudo: casa para morar, comida, roupas, agasalhos, trabalho, saúde, etc.
Assim, a Sucá e nossa permanência nela nos faz lembrar da sua conotação de caráter moral, social, histórico e espiritual. A Sucá é símbolo da proteção divina. Sabemos que não só nos momentos de aflição nós podemos habitar em sua tenda (tabernáculo) ( Sl 27:5). Quando olhamos para a Sucá lembramos também que não podemos ser vaidosos, mas humildes, pois nada desta vida podemos levar, nenhum bem material, nenhuma riqueza, a não ser a salvação da nossa alma em Yeshua, almejando a vida eterna que temos nEle. Por isso, a Sucá é modesta e simples, não ostentando nada, nenhuma suntuosidade.
A Sucá também nos ensina que devemos compartilhar (dividir) com os outros irmãos daquilo que o Senhor tem nos dado. Dt 16:14 diz: ...” E na tua festa te regozijarás, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, e o levita, o peregrino, o órfão e a viúva que estão dentro de tuas portas (Dt 16:14). Por ser a Sucá pequena, sem compartimentos, seus moradores podem ficar juntos, física e afetivamente, unidos, pois o somos um só no Corpo no Mashiach.
A cobertura da Sucá é feita de ramos e folhagem de palmeiras. Assim, de noite podemos ver as estrelas, sentir o frio e o vento. De dia ela deixa penetrar a luz do sol, nos mostrando, assim, nossa total dependência de D'us. Saímos do nosso materialismo e meditamos na nossa espiritualidade com o Eterno. Pensamos na eternidade.
A Sucá nos lembra que somos algo temporário, passageiro, mostrando nossas fraquezas e fragilidade vivendo por fé neste mundo. Apesar de toda a violência e do pecado do mundo; apesar de toda resistência que recebemos dos nossos opositores e das forças malignas, continuamos de pé, como a Sucá.
A Sucá para o judeu é algo também profundo, como a resistência do povo judeu frente a rejeição e a perseguição. Para nós messiânicos, representa também nossa resistência e intrepidez em viver testemunhando o Messias pela fé (II Ts 2:15).
Assim, devemos passar aos nossos filhos toda boa tradição recebida pela Palavra do Senhor, a Bíblia.
Visitando a Suká com nossos filhos podemos compartilhar com eles deste incomensurável poder e mistério divino: D'us, na pessoa de Yeshua, tabernaculando conosco, dentro de nós. (Jo 1:14)

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